O tênis juvenil do Brasil vive uma semana de expectativas altas e oportunidades importantes no cenário internacional. Três atletas de apenas 16 anos representam o país no ITF J300 de Traralgon, na Austrália, torneio tradicional que serve como preparação direta para o Australian Open juvenil. Em paralelo, a nova geração também se destaca na América do Sul, com presença brasileira em finais e decisões no ITF J30 de Sucre, na Bolívia.
Na chave masculina do J300 australiano, o goiano Guto Miguel chega como um dos grandes nomes do torneio. Atual número 5 do ranking mundial juvenil, ele aparece como o segundo cabeça de chave e inicia sua campanha diante do britânico Mark Ceban, 30º do mundo. Um possível avanço pode colocá-lo frente a frente com o tailandês Kunanan Pantaratorn ou o italiano Simone Massellani, em um caminho que testa desde cedo sua consistência e maturidade competitiva. No mesmo quadrante, o porto-riquenho Yannik Alvarez surge como o principal rival teórico.
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Também no masculino, o mato-grossense Leonardo Storck busca espaço em uma chave equilibrada. Ocupando a 58ª posição no ranking, ele estreia contra o polonês Tymon Litwic, vindo do qualificatório. Caso avance, o brasileiro pode enfrentar o taiwanês Kuan-Shou Chen, oitavo favorito, ou o turco Mustafa Ege Sik. O setor ainda conta com o norte-americano Jack Secord, cabeça de chave número 10, o que reforça o grau de dificuldade da caminhada.
Entre as meninas, o Brasil é representado pela potiguar Victória Barros, número 11 do mundo e quarta cabeça de chave do torneio. Com desempenho consistente ao longo da temporada, Victória inicia sua participação diante da chinesa Yihan Qu, atual 32ª do ranking. Em caso de vitória, pode medir forças com a turca Ayse Bal ou com a russa Rada Zolotareva. Pensando mais à frente, a tcheca Sofie Hettlerova desponta como principal obstáculo em uma eventual terceira rodada. A chave feminina ainda reúne nomes fortes do circuito juvenil, como a francesa Ksenia Efremova e as irmãs tchecas Alena e Jana Kovackova, além da argentina Sol Larraya, reforçando o nível técnico da competição.
Enquanto isso, na Bolívia, o tênis juvenil brasileiro também comemora bons resultados. Em Sucre, a paulista Manuela Banietti, de apenas 14 anos, garantiu vaga na final do ITF J30 disputado em quadras de saibro. A jovem venceu a boliviana Maria Laura Sejas em sets diretos, com autoridade, após um primeiro set equilibrado. Ao longo da campanha, Manuela já havia superado outras duas tenistas da casa e agora busca seu terceiro título no circuito internacional juvenil. A adversária na decisão sairá do confronto entre a brasileira Bianca Mahn e a boliviana Valery Sumoya, principal favorita ao título.
Na chave masculina do torneio boliviano, três brasileiros se despediram nas quartas de final após confrontos duros. Antonio Vargas, Thiago Veronezzi e Augusto Scheidt acabaram superados por adversários do Chile e do Peru, em partidas que reforçam o nível competitivo do evento e a importância da vivência internacional para a formação dos atletas.
Com representantes em diferentes continentes e resultados expressivos já nesta fase da temporada, o Brasil segue mostrando profundidade e renovação em sua base, alimentando expectativas positivas para os próximos anos do tênis nacional.
Foto: Juarez Santos

