A jornada do Brasil no último Grand Slam da temporada terminou antes mesmo da bola rolar na chave principal de simples. O paranaense Thiago Wild, única esperança de classificação após as eliminações de Felipe Meligeni, Gustavo Heide e Laura Pigossi, foi superado pelo norte-americano Mackenzie McDonald nesta quarta-feira. O placar de duplo 6/4, construído em 1h21 de partida, encerrou as chances de Wild na terceira rodada do qualificatório.
Wild vinha de um momento de recuperação no circuito. Na lista divulgada nesta semana, ele retornou ao grupo dos 200 melhores do mundo, ocupando a 198ª posição. Aos 26 anos, o atleta acumula no currículo duas participações na chave principal do US Open, ambas com eliminações na estreia, em 2020 e 2024. O ponto alto de sua trajetória em Nova York aconteceu em 2018, quando conquistou o título juvenil do torneio.

A queda de Wild, somada à desistência de João Fonseca do quali e aos fracassos iniciais dos demais compatriotas, deixou o Brasil sem nenhum representante nas chaves de simples do US Open. A ausência marca um hiato não visto desde 2018, ano em que o país contou apenas com jogadores nas disputas de duplas em Flushing Meadows. Nas sete edições seguintes, entre 2019 e 2025, ao menos um brasileiro conseguiu presença no torneio principal de simples, com nomes como Thiago Monteiro, Bia Haddad Maia, Wild, Meligeni e Fonseca passando pelo palco nova-iorquino.
O revés diante de McDonald, tenista da casa e beneficiado pelo apoio da torcida, expõe a dificuldade do tênis brasileiro em renovar e consolidar presença nas fases decisivas de Grand Slams. O caminho agora se volta para os próximos torneios do calendário, onde Wild e os demais jovens do país buscarão reencontrar o caminho dos resultados que garantam vaga direta nas chaves principais, sem depender das pressões do qualificatório.

