Luisa Stefani, sétima melhor do mundo, e a parceira Gabriela Dabrowski, terceira colocada, atingiram, nesta sexta-feira (10), a decisão de dupla feminina em Wimbledon, o mais tradicional do esporte, jogado na grama do All England Club, em Londres. Stefani e Dabrowski precisaram de apenas 1h07min para derrotarem a dupla da japonesa Shuko Ayoama e a taiwanesa En Liang por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3. A dupla só perdeu cinco pontos nos games de serviço.
Luisa vai jogar sua segunda final em Wimbledon e a primeira em dupla feminina. Ano passado ela foi vice-campeã de mistas ao lado do britânico Joe Salisbury.
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A final será a primeira de uma brasileira em dupla feminina em Wimbledon na Era Aberta, ou seja, a era profissional do esporte. Maria Esther Bueno foi cinco vezes campeã, a última em 1966, e fez sua última final em 1967 na dupla feminina.
Stefani buscará, no domingo, a partir das 9h, com transmissão da ESPN 2, a ser a primeira brasileira campeã de Grand Slam na modalidade desde Maria Esther Bueno em 1968 no US Open.
Desde então, Luisa é apenas a segunda brasileira em uma final de Major em dupla feminina. Bia Haddad Maia foi vice-campeã do Australian Open em 2022 ao lado da cazaque Anna Danilina.
Stefani tem outros feitos no esporte como o título de duplas mistas em 2023 do Australian Open, primeira dupla totalmente brasileira a ganhar um Grand Slam, ao lado de Rafael Matos e a Medalha de Bronze Olímpica em Tóquio, Japão, em 2021, ao lado de Laura Pigossi, primeiras e únicas brasileiras com medalha Olímpica na história do tênis.
Crescimento no ranking e ano brilhante – Com a campanha da inédita final de Wimbledon, Luisa somará pelo menos 1300 pontos e será a quarta colocada na tabela da WTA a ser divulgada na segunda-feira, tornando-se a primeira brasileira na história no top 5 do ranking que foi criado em 1974 após os anos de sucesso de Maria Esther Bueno na década de 1960.
Stefani e Dabrowski se tornarão no mínimo a segunda melhor dupla da temporada e caso conquistem o troféu no domingo a dupla será a melhor do ano passando a parceria da americana Taylor Townsend e da tcheca Katerina Siniakova. No momento elas estão com 5723 pontos e com o troféu iriam aos 6423 contra 6250 de Townsend e Siniakova.
A temporada é brilhante com três títulos (WTA 1000 de Dubai, WYA 500 de Estrasburgo e WTA 250 de Eastbourne) e semifinais no Australian Open, Roland Garros, Miami Open e Doha.
Stefani e Dabrowski jogarão a final contra as vencedoras da dupla da francesa Kristina Mladenovic e a chinesa Hanyu Guo e a dupla das chinesas Xiyu Jiang e Yifan Xu.
Luisa jogará sua 27ª final na carreira e buscará o 17º troféu e o maior da carreira em dupla feminina. Ao lado de Dabrowski elas somam cinco conquistas juntas. Além das três este ano, ganharam também o WTA 1000 de Montreal ,no Canadá, em 2021, e o WTA 250 de Chennai, na Índia, em 2022.
Fazendo história no tênis – A paulistana Luisa Stefani, 28 anos, conquistou ao lado parceira Laura Pigossi, a inédita medalha de bronze nas Duplas Femininas nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. Outra grande conquista foi o título de Duplas Mistas no Australian Open, em 2023, a primeira dupla de brasileiros a vencer um Grand Slam, ao lado de Rafael Matos. Em 2022, foi campeã do WTA 125 de Montevidéu, WTA 1000 de Guadalajara e WTA 250 de Chennai. Em 2023, WTA 500 de Berlim, WTA 500 de Abu Dhabi, WTA 500 de Adelaide. Iniciou a temporada 2024 em grande estilo, ganhando o WTA 1000 de Doha, no segundo torneio jogando ao lado de Demi Schuurs, além de fazer quartas de final no US Open e no Australian Open ao lado da holandesa. Foi semifinalista nos WTA 500 de Berlim e Estrasburgo. Em 2025 ganhou quatro títulos ao lado da húngara Timea Babos com canecos no SP Open, além dos WTAs 500 de Linz, na Áustria, Tóquio, no Japão, e Estrasburgo, na França. Foi quadrifinalista do US Open e foi à decisão do WTA Finals, torneio com as oito melhores do ano que disputou pela primeira vez. Em 2026, retomou a parceria com a canadense Gabriela Dabrowski. Depois de chegar às semifinais do Australian Open e Doha, a nova dupla conquistou o título de Dubai e Luisa voltou a figurar no top 10 do ranking mundial. Na segunda quinzena de maio, Luisa conquistou o bicampeonato em Estrasburgo, na França e no final de junho ganhou o WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra.
Início da carreira – Luisa sempre foi uma amante dos esportes e começou a jogar aos 10 anos, em São Paulo (SP). Em 2011, se mudou para os Estados Unidos para estudar e seguir no tênis, atingindo o 10º lugar no ranking mundial juvenil. A transição do juvenil ao profissional se deu por meio do forte Circuito Universitário Americano de Tênis, jogando pela Pepperdine University, na Califórnia. Em 2019, conquistou o primeiro título no WTA de Tashkent, entre outros ITF e WTA. Daí para frente, foram várias conquistas, subindo no ranking mundial, chegando a ocupar a nona colocação.

